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Quanto sua operação perde sem saber?

Em 30 minutos um especialista analisa seus resíduos e mostra, com os seus números, quanto dá para deixar de gastar — e quanto dá para faturar.

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Helamã R. Matos

Helamã R. Matos

Full Stack Marketing

Transformando operações industriais em ecossistemas digitais eficientes e escaláveis.

Seu resíduo está sendo vendido pelo preço certo? 5 perguntas para descobrir

Muita indústria vende o resíduo para quem já vem buscar, pelo mesmo preço, há anos. Funciona, ninguém reclama, e a operação segue. O problema é que “funciona” não quer dizer “está no melhor valor”.

O mesmo resíduo pode ser custo na planta de uma empresa e receita na de outra. Quase nunca o que separa os dois casos é o material. É a informação: quanto o mercado paga, quem compra e o que precisa acontecer com o material para ele valer mais.

Neste texto você vai ver o que faz o preço de um resíduo subir ou cair, o que a lei já diz sobre isso, cinco perguntas para checar a sua operação e casos reais com número. No final, uma lista do que levantar antes de renegociar.

O que faz o preço de um resíduo mudar

Quatro fatores pesam mais, e a indústria consegue influenciar todos eles.

  • Separação e pureza. Material misturado tende a ser tratado pelo comprador como o pior material do lote. Cavaco de metais diferentes juntos, galhos de injeção misturados com borra de plástico, ponta de barra suja de óleo: quanto mais definido é o que sai da sua planta, mais compradores aceitam e em melhor categoria ele entra.
  • Volume e regularidade. Quem compra em escala planeja a carga. Um fluxo previsível de toneladas por mês costuma ser mais interessante para o comprador do que uma carga ocasional, e isso entra na conversa de preço.
  • Distância e frete. O que chega até você é o preço do material menos o frete até quem compra. Um comprador mais distante pode pagar mais e ainda compensar, mas só dá para saber fazendo a conta completa.
  • Quem está do outro lado. Cada material tem compradores que o usam como matéria-prima e outros que só revendem. Sem comparar mais de um, você não sabe em qual dos dois está vendendo.

O que a lei já diz sobre isso

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) reconhece o resíduo reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social (art. 6º, inciso VIII). Ela também define uma ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento, deixando a disposição final para os rejeitos, que são o que sobra depois de esgotadas as possibilidades viáveis de tratamento e recuperação (art. 9º e art. 3º, inciso XV).

Ou seja, a lei está do mesmo lado de quem procura valor no resíduo. Antes do aterro, vêm as alternativas de reaproveitamento, e é nelas que muitas vezes está a diferença de caixa.

As 5 perguntas

1. Você sabe quanto o mercado paga hoje pelo seu material?

Não o preço da última venda. O preço praticado agora, por tipo de resíduo e por estado. Sem essa referência, qualquer proposta parece razoável. Uma forma simples de checar: pegue a última venda e peça cotação do mesmo material a pelo menos dois outros compradores, nas mesmas condições de entrega.

2. Quantos compradores diferentes você consultou no último ano?

Se a resposta é “um” ou “sempre o mesmo”, você não tem comparação. Pedir mais de uma proposta muda a conversa, mesmo quando você acaba ficando com o mesmo comprador.

3. O material sai separado ou misturado?

Resíduo bem separado e bem identificado costuma ser aceito por mais compradores e entrar em categorias melhores. Pergunte ao comprador atual como ele classifica o seu lote e o que mudaria no preço se ele saísse mais separado. A resposta mostra se vale investir na separação.

4. Quanto você paga de frete e destinação por tonelada, e comparou com outras opções?

Em muitos casos a indústria paga para destinar algo que outra empresa compraria. Para descobrir, olhe o custo completo: frete mais destinação, menos o que entra de receita com a venda. Se o resultado é um custo, vale testar se existe comprador para aquele material.

5. Os dados de geração, venda e destino estão num lugar só?

Se a resposta está espalhada em planilhas, e-mails e na memória de quem cuida disso, comparar preço vira um trabalho à parte, e ele acaba não sendo feito. Reunir a quantidade gerada, para quem foi vendido e o preço praticado é o primeiro passo para negociar melhor.

Como isso aparece nos números

Três clientes da Urupê, três materiais diferentes.

  • Tibre, tintas vencidas. O custo de destinação caiu R$ 3.840 e entrou uma receita extra de R$ 15.000. Somando os dois, o incremento positivo foi de R$ 18.840 em apenas dois meses.
  • Panizzon, pré-formas de PET. O preço de venda do quilo foi de R$ 2,00 para R$ 4,50.
  • Zen, sucata de estamparia e ponta de barra. A média de preço subiu 44,05%. Em quatro meses, a sucata somou 251 toneladas e o incremento foi de R$ 71.424. Na mesma indústria, o pó de jato e o pó de laser deixaram de ir para aterro sanitário, e o custo de destinação (logística mais destinação) zerou em 8 toneladas por mês, uma economia de R$ 6.180 por mês.

O padrão se repete: a indústria passou a ter uma visão completa da operação e encontrou o comprador certo, ou o destino certo, para cada material. Uma vez vendendo por mais, outra destinando por menos.

O que levantar antes de renegociar

Com estes dados na mão, a conversa com qualquer comprador fica mais objetiva:

  • tipo e características do resíduo, com a classificação (código Ibama e classe);
  • quantidade gerada por mês;
  • como o material sai hoje: separado ou misturado, e como é acondicionado;
  • quem transporta e quem recebe, com nome, CNPJ e contato;
  • preço de venda ou custo de destinação, em reais por tonelada;
  • valor do frete, em reais.

Onde a Urupê entra

A Urupê é uma Plataforma Digital de Gestão de Resíduos. A indústria cadastra a operação que já tem (transportadoras, destinos e valores praticados), a plataforma organiza a quantidade gerada, para quem foi negociado e a inteligência de mercado, e a Urupê usa essa base para mostrar o que o mercado paga. Como todo movimento de resíduo passa pela plataforma, a Urupê sabe quem compra e quem vende cada material e quais são as médias de valor por estado. Com essa referência, a indústria deixa de negociar no escuro e é conectada a compradores de confiança para o material dela. A ideia é vender por mais e destinar por menos.

Se você quer ver como isso ficaria com o resíduo da sua operação, a gente mostra em uma demonstração.

Fontes: Lei nº 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos). Resultados dos clientes: dados da Urupê.

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